-Marianaa, seja uma boa garota. Hoje teremos um passeio, olha que coisa boa?
-ME DEIXA EM PAZ!
-Tsc tsc tsc, não é assim que se fala com a sua enfermeira. Venha cá, seja uma boa menina, venha tomar a sua injeção.
-UGH!
Passeio, ora essa. Para onde, afinal?
-Pra onde você vai me arrastar?
-Um lugar bem legal, você vai gostar. Há muitas árvores e pássaros lá.
Uma injeção
Capotei.
Acordei dolorida, a van sacolejava de mais.
Sem janelas.
A onde estavam me levando?!
-Chegamos! – disse aquela enfermeira maluca com sua voz irritante.
Abriram a porta.
O sol me cegou.
Eu olhei por toda a volta.
Reconheci o local.
-Venha querida, vamos fazer uma linda fogueira em uma clareira aqui perto.
Saí correndo, não podia estar acontecendo novamente.
Corri para o lado errado.
Quando perdi o fôlego, parei.
-Olhe querida, vi que achou o local!
Olhei em um canto.
Alguma coisa chamara minha atenção.
Algo prateado.
Fui ver o que era.
Não podia ser!
Minha lanterna.
The End (or not...)
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domingo, 4 de julho de 2010
BeScary.com -p2
No dia seguinte, a terra amanheceu encharcada.
Lá se foram as minhas esperanças de ver as marcas dos pezinhos.
Fora tudo um sonho, tentava me convencer disso.
Um sonho tão real.
Resolvi permanecer.
Naquela noite, deixei a fogueira acesa.
Estava cansada, quase não dormira na noite anterior.
Me recolhi cedo novamente.
Acordei novamente.
O mesmo sonho.
A mesma sensação de estar sendo vigiada.
Os mesmos passos.
A fogueira se extinguiu.
O frio aumentara, conseguia ver a nuvenzinha de fumaça que saía quando respirava.
Novamente o fogo se acendeu mais alto e forte do que antes.
As mesmas sombras.
A mesma cantoria.
As mesmas vozes.
As mesmas batidas na barraca.
O mesmo bater de pés.
A mesma poeira.
Eu me cobri.
Mas, pera, não podia ser tão covarde.
Saí novamente.
Novamente, silêncio.
A fogueira estava apagada.
Das crianças, nem sinal.
Uma gota.
Começara a chover novamente.
No dia seguinte, amedrontada, resolvi voltar para casa.
Lar doce lar.
Droga, havia esquecido minha lanterna.
Sem crianças.
Ou quase.
-Querida? Mariana? Chegamos!
-MAAARII !
Era Daniela, minha irmã mais nova.
Ela abraçou minhas pernas.
-Olha Mari, eu perdi um dente ! A fada vai vir me visitar !
-AAAAAAAAAAAAAH – eu gritei e me libertei. Fugi e me tranquei em meu quarto.
Deitada na minha cama, soluçava sem lágrimas. O que estava acontecendo comigo?!
Naquela noite, ouvi passos no corredor.
Devia ser meu pai vindo me mandar desligar o computador.
De repente acabou a energia elétrica.
Resolvi acender uma vela e ligar para a Eletropaulo.
Ocupado.
A vela apagou e se acendeu novamente, com uma chama mais forte.
“NÃO PODE SER!” pensei “DE NOVO NÃO!”.
Batidas na porta e na janela.
Vozes de crianças.
Olhei para a janela.
Através do vidro e da cortina, vi a sombra de uma criança.
Enfurecida, quebrei os vidros, chutei a porta até sair da dobradiça.
-MARIANA! O QUE É QUE ESTÁ ACONTECENDO?!
-CADÊ?! CADÊ ELA?!
-QUEM?!
Uma porta se abriu.
Ouvi choro de criança.
-DANIELA!
Saí correndo pelo corredor.
Tudo que me lembro desse momento foi dela chorando, desesperada.
Sangue.
Havia sangue em minhas mãos.
-NÃO!
Chorei, gritei, corri.
Abria a porta das casas, enfurecida.
Choro de criança.
Sangue.
Cada vez mais sangue.
Um homem bombado, de uniforme branco me segurou.
Outro me colocou em uma camisa de força.
Me levaram em uma vãn, me deram uma injeção.
Apaguei.
Quando acordei, estava em um quarto branco, acolchoado.
Dentro de uma semana, saiu minha sentença.
15 anos de prisão.
Os próximos 3 em um sanatório.
Os últimos 12, prisão de segurança máxima.
Saí no jornal.
“Garota de 15 anos enlouquece e mata 6 crianças na vizinhança. Uma delas, era sua própria irmã.”
Nunca mais ouvi as crianças.
CONTINUA...
Lá se foram as minhas esperanças de ver as marcas dos pezinhos.
Fora tudo um sonho, tentava me convencer disso.
Um sonho tão real.
Resolvi permanecer.
Naquela noite, deixei a fogueira acesa.
Estava cansada, quase não dormira na noite anterior.
Me recolhi cedo novamente.
Acordei novamente.
O mesmo sonho.
A mesma sensação de estar sendo vigiada.
Os mesmos passos.
A fogueira se extinguiu.
O frio aumentara, conseguia ver a nuvenzinha de fumaça que saía quando respirava.
Novamente o fogo se acendeu mais alto e forte do que antes.
As mesmas sombras.
A mesma cantoria.
As mesmas vozes.
As mesmas batidas na barraca.
O mesmo bater de pés.
A mesma poeira.
Eu me cobri.
Mas, pera, não podia ser tão covarde.
Saí novamente.
Novamente, silêncio.
A fogueira estava apagada.
Das crianças, nem sinal.
Uma gota.
Começara a chover novamente.
No dia seguinte, amedrontada, resolvi voltar para casa.
Lar doce lar.
Droga, havia esquecido minha lanterna.
Sem crianças.
Ou quase.
-Querida? Mariana? Chegamos!
-MAAARII !
Era Daniela, minha irmã mais nova.
Ela abraçou minhas pernas.
-Olha Mari, eu perdi um dente ! A fada vai vir me visitar !
-AAAAAAAAAAAAAH – eu gritei e me libertei. Fugi e me tranquei em meu quarto.
Deitada na minha cama, soluçava sem lágrimas. O que estava acontecendo comigo?!
Naquela noite, ouvi passos no corredor.
Devia ser meu pai vindo me mandar desligar o computador.
De repente acabou a energia elétrica.
Resolvi acender uma vela e ligar para a Eletropaulo.
Ocupado.
A vela apagou e se acendeu novamente, com uma chama mais forte.
“NÃO PODE SER!” pensei “DE NOVO NÃO!”.
Batidas na porta e na janela.
Vozes de crianças.
Olhei para a janela.
Através do vidro e da cortina, vi a sombra de uma criança.
Enfurecida, quebrei os vidros, chutei a porta até sair da dobradiça.
-MARIANA! O QUE É QUE ESTÁ ACONTECENDO?!
-CADÊ?! CADÊ ELA?!
-QUEM?!
Uma porta se abriu.
Ouvi choro de criança.
-DANIELA!
Saí correndo pelo corredor.
Tudo que me lembro desse momento foi dela chorando, desesperada.
Sangue.
Havia sangue em minhas mãos.
-NÃO!
Chorei, gritei, corri.
Abria a porta das casas, enfurecida.
Choro de criança.
Sangue.
Cada vez mais sangue.
Um homem bombado, de uniforme branco me segurou.
Outro me colocou em uma camisa de força.
Me levaram em uma vãn, me deram uma injeção.
Apaguei.
Quando acordei, estava em um quarto branco, acolchoado.
Dentro de uma semana, saiu minha sentença.
15 anos de prisão.
Os próximos 3 em um sanatório.
Os últimos 12, prisão de segurança máxima.
Saí no jornal.
“Garota de 15 anos enlouquece e mata 6 crianças na vizinhança. Uma delas, era sua própria irmã.”
Nunca mais ouvi as crianças.
CONTINUA...
sábado, 22 de maio de 2010
Nightmare
Um sonho desesperado
Um pensamento avassalador
Um terror incrementado
Um corpo sem calor
Uma menina desesperada
Em pranto aterrorizado
Uma sonhadora eterna
Fadada ao desespero
Numa terra sem saída
Num desespero completo
Uma nômade eterna
Correndo por entre os campos
A escuridão impenetrável
Um campo carbonizado
Uma rosa enegrecida
Rios de sangue ao seu lado
Uma receita de pesadelo
Temperada com terror
Mergulhada em desespero
Um Nightmare Before Christmas
(Postagem dedicada à minha amiga Moo .
Com amor
Game Over)
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