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sábado, 1 de junho de 2013
Dança comigo esta noite?
Você me chamou pra dançar aquele dia, mas eu nunca sei rodar. Aquela foi a valsa mais desengonçada que o mundo já viu. Você riu tanto da minha cara de boba, que pisou no meu pé, eu caí no chão macio, e te xingo até hoje. Você falou que ficou vendo minhas fotos de batom vermelho, e eu roubei seu boné. Pensei em você hoje, e te vi online. Lembro do seu cheiro no meu, como sempre, nosso. Seu rosto ficou vermelho, e o ar, pouco a pouco, foi embora, mas você saiu do meu aperto e o dia acabou. Seu corpo no meu e o mundo revigora, somos um mais uma vez. Não sei se gostas de mim, mas me dá uma noite e vem ficar comigo que eu te faço sentir o que eu sinto. Fica comigo esta noite, que não te arrependerás.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Woodstock

Depois de tudo que passei, de tudo que senti, não consigo mais te ver. Teu olhar, teu sorriso, me trazem a lembrança dos bons tempos. Pensamos que tudo ficaria bem, e me lembro, sim, da nossa woodstock fantasiosa de puro rock 'n' roll. Lhe peço que não me esqueça, e nem me peça 'por favor'. Quando tiver de voltar, volte, e faça parte da minha nova vida. Sem ti, sem woodstock, sem nada...
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Somewhere back in time

Isso é loucura. Sempre foi loucura. E eu sei que você sabe disso.
Mas tem coisas que a gente não tem como negar.
Que você sempre soube ler, e principalmente, compreender esse livro embaralhado que eu sempre chamei de mente. Talvez isso tenha ajudado você a me enganar da primeira vez...
E não tem como negar que por mais que tenhamos tumultuado simultâneamente as nossas vidas, sempre tivemos algo em comum.
Não tem como negar que eu fui infantil, egoísta, impulsiva, orgulhosa.
E também não tem como negar que você foi grosso, impassível, inflexível, arrogante.
E principalmente, não tem como negar que antes da minha última carta o que estava acontecendo era masoquismo, estávamos nos destruindo, consumidos pelos fantasmas do passado.
Eu estava disposta a mudar, eu mudei. Mas você demorou um pouco demais pra entender isso. E eu fugi, com medo, cansada, decepcionada.
Eu te machuquei demais, eu sei. E você também sabe o quanto me machucou. Foi uma idiotice, que me fez crescer e entender o porque de eu ter fugido.
Da primeira vez, quem mudou fui eu. Impaciente, impulsiva, estava cansada e percebi que não sentia mais por você a mesma coisa de antes. Achei que era página virada, fugi sem remorsos.
Depois eu percebi o meu erro. Comecei a sentir falta, muita falta, do que tivemos. Dei o braço a torcer, deixei todo o meu orgulho de lado e pedi perdão.
O problema foi eu ter voltado e achado que tudo seria como antes, era óbvio que não, mas eu me recusei a ver a verdade. O tempo que passei com você foi um dos melhores da minha vida, e voltei achando que teria de volta tudo que deixei para trás.
E me assustei, me arrependi, mas não entendi a magnitude do que eu tinha feito. O problema não era eu, nem você, era o tempo, que ajuda a curar velhas feridas, a abrir novas e então você muda, amadurece, pode ficar amargo ou mais doce, não importa, você não é mais a pessoa de tempos atrás.
Talvez você estivesse estressado demais, ou fosse eu que estava decepcionada demais, mas éramos nossos próprios parasitas. Você não imagina o quanto eu fiquei remoendo durante esse tempo todo, pensando em quanto eu te fizera mal, sonhei com isso. E também tive tempo pra pensar em tudo, que eu não fora só eu a Cruela Devil da nossa história.
A verdade é que eu cansei...
Cansei de procurar nos outros o que eu tinha em você. A saudade pesa, e aquilo que eu tive contigo me fez muito bem, mas chega. Está na hora de procurar uma nova paixão, uma nova razão de viver, e me dedicar ao máximo para tentar te esquecer.
Eu queria recomeçar, um recomeço, sem mentiras, sem máscaras, o mais límpido possível, mas será que eu consigo? Eu tinha escolhido ser o fantasma da sua vida, e sem querer tentei te manter como o meu. Mas acho que não tenho vocação pra assombração, não consigo calar a boca nem por 5min, imagina por uma eternidade?!
Eu tenho medo... muito medo de você me machucar de novo.
Mas, se 'a coragem não é a ausência do medo', talvez eu tente, mas dessa vez sem pressa, sem correria, sem medo de ser feliz.
I thought I'd lost you somewhere back in time...
domingo, 10 de abril de 2011
You change your mind like a girl changes clothes...♪

Você mudou. Muito. Não estou dizendo que eu tenha congelado no tempo, óbvio que não, mas você foi além da conta. Não te reconheci quando voltei atrás. Onde você enterrou o doce menino de dois anos atrás? O que ia pra igreja todo domingo tocar guitarra? O que, eu tenho que admitir, me deu alguns dos meus melhores conselhos (na época...)? O que ficava acordado comigo até 2h da manhã, conversando, e me dizendo as coisas mais doces que eu já ouvi? O que toda noite se despedia de mim dizendo as três palavras? Onde? Te perdi aos poucos, da mesma maneira com a qual você me perdia... Te disse "adeus, até nunca mais..." e sumi. Arrependimento pode matar, sabia? Voltei atrás. O doce menino havia sido enterrado. Não ia mais a igreja tocar guitarra, virou ateu. Não me deu mais conselho algum, bom ou ruim, só cuspiu algumas palavras revoltadas em resposta. Não ficava mais até as 2h da manhã conversando comigo, muito menos dizendo sweet words. E o pior, não se despedia mais de mim com três palavras, você as destinou a outra pessoa. Me contou coisas. Terríveis. E quando pedi pra te ver, você não apareceu. Nem deu explicação. E assim, me perdeu novamente. Não sei se pra sempre, mas por muito, muito tempo...
You say yes, I say no, you say stop, I say GO GO GO.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Amizade

Conforme passa a vida, nosso leque de amizades fica cada vez maior. Mesmo assim, entre todos esses, somente alguns tem como objetivo ficar ao nosso lado com o passar do tempo.
Estes, não são escolhidos por nós. Conforme o tempo passa, suas atitudes revelam seu verdadeiro eu, e só quando se olha para trás se percebe seu verdadeiro valor. Estes são aqueles que estão conosco em todos os momentos, sejam eles bons ou ruins. Eles sim serão aqueles que não aparecerão em suas fotos, e se aparecerem, serão aquelas raras fotos que outras pessoas tiraram. Quando se está ao lado deles, o tempo para. Não temos tempo nem de lembrar o que é uma máquina fotográfica, pois estamos vivendo nossos momentos mais intensos. Aqueles momentos em que fazemos nossas maiores besteiras, criamos nossas frases de efeito que só nós entendemos. E também naqueles momentos em que parece que vai dar tudo errado, eles estarão alí, sempre ao seu lado, fazendo com que tudo, aconteça o que acontecer, seja bem melhor. São eles que não serão encontrados por acaso em um supermercado qualquer, e sim aqueles que nossos filhos chamarão de tias(os), ou até mesmo de mãe/pai. Mas o mais importante é que, aconteça o que acontecer, eles estavam, estão, e sempre estarão ao seu lado, mesmo que não fisicamente, sempre estarão pensando em nós.
Com isso, quero agradecer a você amiga, por estar sempre ao meu lado, e nunca se esqueça que quilomêtros não são nada, sempre estarei ao seu lado.
(Texto dedicado a todas as minhas amigas e amigos. Porque sempre que precisei de um abraço ou de um sorriso, vocês estavam ao meu lado.)
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
T.H.I.N.K.
"Como eu queria. Como eu queria não te amar, como eu queria não te conhecer, como eu queria que tudo que aconteceu não tivesse acontecido.
Como eu queria amar o outro, que me promete um futuro, algo de que eu poderei me orgulhar sem me machucar no fim. mas não consigo.
Nossa história se repete, várias e várias vezes, e eu nunca consigo me esquecer do que passei contigo
E ela, que nada deveria ter sofrido, sofreu em dobro pela nossa estupidez. Ou melhor, pela sua estupidez.
Não é conto de fadas, nem filme do Tim Burton, é só nossa confusão, que só teve uma parte feliz no começo. Só nosso começo.
Você não me trouxe só tristezas, no começo ficou longe disso. Mas o que fez não digo que é imperdoável, nada é tão abominável que seja imperdoável. Porém me machucou profundamente, de uma maneira que demora a cicatrizar.
Não te peço para ir, nem que venha até mim de joelhos. Peço que pense no que fez, e me diga do fundo de seu coração que se arrependeu do que fez. Nem toda a lógica do mundo pode te salvar se não o fizér. Você não é Deus nem o asfalto para que em um deslize machuque a todos quando quiser. Não que Deus queira.
Já me chamaram de besta, ingênua, largada,... Mesmo assim insisto. Sou burra? Acho que sim. Insisti no mesmo erro 3x, não tenho nem mais a desculpa de que "errar é humano".
Só pense. Pense que um dia, talvez, um pense na hipótese de perdoar.
A gente se esbarra."
Como eu queria amar o outro, que me promete um futuro, algo de que eu poderei me orgulhar sem me machucar no fim. mas não consigo.
Nossa história se repete, várias e várias vezes, e eu nunca consigo me esquecer do que passei contigo
E ela, que nada deveria ter sofrido, sofreu em dobro pela nossa estupidez. Ou melhor, pela sua estupidez.
Não é conto de fadas, nem filme do Tim Burton, é só nossa confusão, que só teve uma parte feliz no começo. Só nosso começo.
Você não me trouxe só tristezas, no começo ficou longe disso. Mas o que fez não digo que é imperdoável, nada é tão abominável que seja imperdoável. Porém me machucou profundamente, de uma maneira que demora a cicatrizar.
Não te peço para ir, nem que venha até mim de joelhos. Peço que pense no que fez, e me diga do fundo de seu coração que se arrependeu do que fez. Nem toda a lógica do mundo pode te salvar se não o fizér. Você não é Deus nem o asfalto para que em um deslize machuque a todos quando quiser. Não que Deus queira.
Já me chamaram de besta, ingênua, largada,... Mesmo assim insisto. Sou burra? Acho que sim. Insisti no mesmo erro 3x, não tenho nem mais a desculpa de que "errar é humano".
Só pense. Pense que um dia, talvez, um pense na hipótese de perdoar.
A gente se esbarra."
Think
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Someday, somehow, i'm gonna make it alright, but not right now...♪
"Quando te vi naquele dia, vi que nada pelo qual lutara valera tanto a pena quanto tudo que eu fizera para chegar até você. Achei que aquele sentimento nunca se esvairia, que tudo aquilo que me agarrara não me largaria mais; nunca mais. Que ficaria grudado em, não somente em meu coração, mas em meu corpo inteiro. Achei que aquela sensação invasiva ficaria para sempre.
Mas então, descobri o quanto você mudara. E não falo somente do quanto crescera e do corte de cabelo novo. Aquele não era mais você, não era mais o alguém que fora meu melhor amigo, meses atrás. Sua índole não é e nunca mais será a mesma, você não é mais aquele bobo sorridente do verão passado. Você estava fechado, amargo, e embora seus lábios se curvassem naquele mesmo sorriso pelo qual me apaixonei, seus olhos, seus lindos olhos cor de noite, não sorriam. Não mais. Sei que não é fácil passar pelo que você passou, sei que eu também mudei e também sei que você descobriu coisas sobre mim que são difíceis de explicar e ainda mais de entender.
Dizem que a guerra muda as pessoas. Agora sei como as mulheres que aguardavam seus namorados-soldados se sentiram ao revê-los. Euacho.
Não quero ter de dizer novamente 'eu te amo' porque estaria mentindo para mim mesma. Não estou dizendo que é o fim, mas também não posso dizer que é a continuação. Pode me odiar, eu deixo. Só, por favor, não me procure mais, pois se me achar, não posso dizer que vou agir de forma tão passiva.
A gente se esbarra, Gabriel."
Demetra terminou de reler a carta e colocou-a por de baixo da porta. Mais uma carta.
'já foram três, faltam dois'
Se relembrou da reação de Felipe, que nem carta tivera. Ele fora o primeiro, ela não poderia prever como se sairia. A carta era o melhor jeito. As cartas. Faltavam duas, a serem escritas e depositadas. Principalmente para ele, seu primeiro e único grande amor.
O som de um galho quebrando lhe fez perder a linha de raciocínio. Ela então olhou para o relógio.
-Merde! - exclamou baixinho. Demorara demais.
Com reação de francesa, blusa amarrada na cintura e olhar decidido, ela seguiu em frente a passos largos. Não poderia demorar. Ou então, a vida dele correria total e pleno perigo. Seu primeiro e único amor.
Mas então, descobri o quanto você mudara. E não falo somente do quanto crescera e do corte de cabelo novo. Aquele não era mais você, não era mais o alguém que fora meu melhor amigo, meses atrás. Sua índole não é e nunca mais será a mesma, você não é mais aquele bobo sorridente do verão passado. Você estava fechado, amargo, e embora seus lábios se curvassem naquele mesmo sorriso pelo qual me apaixonei, seus olhos, seus lindos olhos cor de noite, não sorriam. Não mais. Sei que não é fácil passar pelo que você passou, sei que eu também mudei e também sei que você descobriu coisas sobre mim que são difíceis de explicar e ainda mais de entender.
Dizem que a guerra muda as pessoas. Agora sei como as mulheres que aguardavam seus namorados-soldados se sentiram ao revê-los. Euacho.
Não quero ter de dizer novamente 'eu te amo' porque estaria mentindo para mim mesma. Não estou dizendo que é o fim, mas também não posso dizer que é a continuação. Pode me odiar, eu deixo. Só, por favor, não me procure mais, pois se me achar, não posso dizer que vou agir de forma tão passiva.
A gente se esbarra, Gabriel."
Demetra terminou de reler a carta e colocou-a por de baixo da porta. Mais uma carta.
'já foram três, faltam dois'
Se relembrou da reação de Felipe, que nem carta tivera. Ele fora o primeiro, ela não poderia prever como se sairia. A carta era o melhor jeito. As cartas. Faltavam duas, a serem escritas e depositadas. Principalmente para ele, seu primeiro e único grande amor.
O som de um galho quebrando lhe fez perder a linha de raciocínio. Ela então olhou para o relógio.
-Merde! - exclamou baixinho. Demorara demais.
Com reação de francesa, blusa amarrada na cintura e olhar decidido, ela seguiu em frente a passos largos. Não poderia demorar. Ou então, a vida dele correria total e pleno perigo. Seu primeiro e único amor.
shiiiiu ! ;]
quinta-feira, 1 de julho de 2010
See you
"O único motivo desta carta é que não aguento mais esperar por você. Você tem uma vida tão diferente da minha, não posso ficar e prendê-lo para sempre.
Eu não aguento esperar, você me conhece.
Não somos bobos o suficiente para recomeçarmos um relacionamento, mas não somos cegos o suficiente para negarmos o que sentimos.
Não podemos ficar juntos, não agora.
Não posso ficar enquanto deveria estar bem longe daqui. Meu coração me pede para ficar, mas não consigo. Porque será que dói tanto deixá-lo?
Creio que a monotonia tenha sido tamanha, sinto que você tem muitas coisas a fazer, e não quero interferir na sua determinação com os meus excessos.
Por favor, peço que não me esqueça.
Um dia talvez você entenderá porque fiz isso.
Espero que entenda, e que um dia me perdoe.
Mas quero que saiba que nunca entenderei porque fiz isso, e será algo de que me arrependerei para sempre, mas deixá-lo é a única coisa que posso fazer agora, não posso esperar mais por um insight maior do que este.
Meu querido, eu imploro, não me procure mais.
A gente se esbarra, Filippe"
Demetra releu a carta, dobrou-a e colocou por debaixo da porta.
O cachorro já não latia mais, e a observava com uma cara triste, como se sentisse que nunca mais fosse vê-la.
Em silêncio, saiu andando pelo corredor, enquanto cobria a cabeça com a jaqueta.
Tinha começado a chover.
Eu não aguento esperar, você me conhece.
Não somos bobos o suficiente para recomeçarmos um relacionamento, mas não somos cegos o suficiente para negarmos o que sentimos.
Não podemos ficar juntos, não agora.
Não posso ficar enquanto deveria estar bem longe daqui. Meu coração me pede para ficar, mas não consigo. Porque será que dói tanto deixá-lo?
Creio que a monotonia tenha sido tamanha, sinto que você tem muitas coisas a fazer, e não quero interferir na sua determinação com os meus excessos.
Por favor, peço que não me esqueça.
Um dia talvez você entenderá porque fiz isso.
Espero que entenda, e que um dia me perdoe.
Mas quero que saiba que nunca entenderei porque fiz isso, e será algo de que me arrependerei para sempre, mas deixá-lo é a única coisa que posso fazer agora, não posso esperar mais por um insight maior do que este.
Meu querido, eu imploro, não me procure mais.
A gente se esbarra, Filippe"
Demetra releu a carta, dobrou-a e colocou por debaixo da porta.
O cachorro já não latia mais, e a observava com uma cara triste, como se sentisse que nunca mais fosse vê-la.
Em silêncio, saiu andando pelo corredor, enquanto cobria a cabeça com a jaqueta.
Tinha começado a chover.
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